Leitura executiva
Use estrutura determinística onde o caminho é conhecido e exploração limitada onde precisa emergir. O modelo pode propor; policy, budget, authority e gate continuam externos.
Um agente recebe um objetivo e escolhe sozinho quantas vezes tentar, quais ferramentas chamar, que subagentes criar e quando considerar o trabalho concluído. A flexibilidade parece inteligente. Ela também permite que o executor altere a própria autoridade durante a execução.
Orquestração é decisão de arquitetura e policy. O modelo participa; não se autoconcede controle.
Resumo executivo
Escolha o modo pela estrutura do problema:
| Modo | Melhor quando | Risco principal |
|---|---|---|
| Chain | passos previsíveis e curtos | rigidez e erro em cascata |
| Graph | estados e transições precisam ser explícitos | complexidade de modelagem |
| Loop | caminho exige exploração e feedback | execução infinita ou authority drift |
| Hybrid | partes previsíveis cercam exploração limitada | fronteiras mal definidas |
O default recomendado é: determinístico onde sabemos, probabilístico onde precisamos, humano onde o efeito ou a incerteza exigem.
Chain: simples e observável
Uma chain executa uma sequência conhecida:
coletar -> classificar -> redigir -> verificar -> encaminhar
Vantagens:
- custo e latência previsíveis;
- pontos de falha claros;
- testes por etapa;
- retries localizados.
Use quando a variação está dentro das etapas, não na topologia. Evite forçar chain quando o problema exige voltar, comparar ou buscar evidência adicional.
Graph: estado como contrato
Um graph representa caminhos, condições e transições:
intake -> risco baixo -> execução -> verificação
-> risco alto -> aprovação humana -> execução -> assurance
Vantagens:
- authority e estado ficam visíveis;
- branches podem ter policies diferentes;
- retomada e auditoria são mais claras;
- caminhos negativos recebem tratamento explícito.
O perigo é desenhar um grafo enorme antes de observar o fluxo real. Comece com estados de negócio e risco, não com cada chamada interna do modelo.
Loop: exploração com budget
Um loop observa, decide, age e reavalia até atingir condição de parada:
observe -> plan -> act -> verify -> stop | retry | escalate
Use em pesquisa, debugging, navegação e tarefas cujo caminho não pode ser totalmente previsto. Todo loop precisa de:
- objetivo e critério de sucesso;
- ferramentas e capabilities permitidas;
- budget de passos, custo e tempo;
- condições de parada e falha;
- checkpoints;
- escalation;
- evidence por tentativa material.
Sem esses limites, “autonomia” pode ser apenas ausência de controle.
Hybrid: liberdade dentro de cercas
O híbrido combina graph determinístico e loop limitado. Exemplo:
- graph classifica risco e seleciona fontes;
- loop pesquisa até satisfazer cobertura ou budget;
- graph valida claims e exige revisão;
- loop de correção tem no máximo duas tentativas;
- graph promove ou escala.
Essa forma preserva adaptação sem deixar o modelo decidir a própria fronteira.
O modelo pode propor, a policy decide
Um modelo pode dizer “preciso buscar outra fonte” ou “esta tarefa exige especialista”. O harness avalia a proposta contra:
- allowlist de ferramentas;
- classe de dado;
- risco e reversibilidade;
- budget;
- identidade e authority;
- maturidade do ambiente;
- necessidade de gate humano.
Histórico de sessão, policy de orquestração e isolamento precisam continuar explícitos; adapter ou canal não pode virar security boundary. [HARNESS31-C2]
Como escolher em sete perguntas
- O caminho é conhecido antes de executar?
- Quais estados importam ao negócio ou ao risco?
- Onde adaptação realmente melhora o resultado?
- Qual é o efeito máximo de uma ação errada?
- Como o sistema prova progresso?
- Qual budget e escalation existem?
- Quem pode aceitar o resultado?
Se o caminho é conhecido, prefira chain. Se os estados e authorities variam, graph. Se o caminho precisa emergir, loop limitado. Se apenas uma parte exige exploração, hybrid.
Um exemplo: pesquisa source-bound
Chain pura
Buscar três fontes, resumir e publicar. Simples, mas pode parar com fontes duplicadas ou fracas.
Loop puro
Pesquisar até o agente julgar suficiente. Flexível, mas cobertura e custo ficam subjetivos.
Hybrid
- graph exige fonte primária, contraponto e validade;
- loop busca dentro de domínios e budget aprovados;
- checker valida URL, receipt e claim binding;
- humano aprova inferência material;
- publication gate libera o asset exato.
O híbrido não é automaticamente melhor. É adequado quando requirements fixos cercam descoberta variável.
Mais camadas exigem ablação
Planner, generator e evaluator podem melhorar uma tarefa longa e elevar substancialmente custo e latência. Um experimento de fornecedor mostrou esse trade-off; o resultado dependeu do modelo, benchmark e aplicação. Antes de tornar uma camada obrigatória, compare com a arquitetura mais simples que pode funcionar. [HARNESS31-C3]
Teste:
- baseline sem a camada;
- resultado por classe de caso;
- custo e latência marginais;
- falhas novas introduzidas;
- dependência do modelo;
- valor da separação de authority.
Arquitetura agentic envelhece junto com modelos. Remova scaffolding que deixou de ser necessário sem remover controles que protegem propriedades duráveis.
Anti-padrões
| Anti-padrão | Consequência |
|---|---|
| modelo escolhe modo e budget | authority autoconcedida |
| loop sem stop condition | custo e efeito imprevisíveis |
| graph que esconde side effects | auditabilidade aparente |
| retry global | repete efeitos já concluídos |
| evaluator no mesmo contexto | erro e incentivo compartilhados |
| human-in-the-loop sem ponto de decisão | revisão teatral |
O que este artigo prova — e o que não prova
Padrões públicos de agents distinguem workflows predefinidos de agents dinâmicos e recomendam começar pela solução mais simples. Experimentos de harness mostram ganhos e custos dependentes da tarefa. A FORGE transforma essas observações em uma regra de policy e authority.
O artigo não determina que graph ou hybrid é universalmente superior, nem que loops são inseguros por definição. A escolha precisa de threat model, eval e operação do produto.
Conclusão
Chain, graph e loop são formas de organizar incerteza. A decisão importante não é qual framework usar, mas onde o caminho pode variar, quem governa essa variação e que evidência libera o próximo efeito.
O modelo pode explorar o caminho. O sistema continua dono das cercas.
Leitura anterior: Agentes de longa duração. Próxima leitura sugerida: Autonomia proporcional ao risco.
Nota editorial e de responsabilidade
- Corte da pesquisa
- Última revisão
- Correções registradas
- Nenhuma correção registrada.
Este artigo combina fontes citadas, análise e experiência profissional do autor. Dados e afirmações factuais verificáveis estão vinculados às respectivas fontes. Interpretações, hipóteses, projeções, recomendações e opiniões representam o ponto de vista profissional do autor no momento da publicação; não constituem fatos comprovados, promessa de resultado nem aconselhamento jurídico, financeiro ou técnico aplicável a um caso específico. Consulte as fontes originais e profissionais habilitados antes de tomar decisões.
Claims e fontes
HARNESS31-C2
A durable harness should keep session history, orchestration policy and execution isolation as explicit boundaries, while adapters and plugins prevent model or channel choice from becoming the security boundary.
Limite: The sources show two implementations, not a neutral interoperability standard. Actual permissions must be independently enforced and tested outside model choice. This is a source-bound design input; it does not prove product adoption, operational maturity, independent attestation, search ranking, AI citation or outcome.
- Anthropic — Anthropic, proprietary-site-terms
- YC Software — YC Software, MIT
- YC Software — YC Software, MIT
HARNESS31-C3
Anthropic reports that planner, generator and evaluator layers improved a long-running application result while materially increasing cost and latency; FORGE should require task-specific evals and ablation before making such layers mandatory.
Limite: This is a provider experiment tied to a selected model, benchmark and application task; it cannot prove universal superiority of multi-agent or evaluator layers. This is a source-bound design input; it does not prove product adoption, operational maturity, independent attestation, search ranking, AI citation or outcome.
- Anthropic — Anthropic, proprietary-site-terms